Prêmio Nobel de Química envolve reparo de DNA

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Paul Modrich, 68, americano, Aziz Sancar, 69, turco e Tomas Lindahl, 77, sueco, dividem os 8 milhões de coroas suecas (US$ 963 mil) do prêmio em três partes iguais.

 

Cientistas de nacionalidades diferentes descobriram um mecanismo natural biomolecular de reparo de erros no DNA. Esta molécula, por ser instável, é suscetível a muitos erros.

A estrutura do DNA foi descoberta em 1953, e até a década de 1970, cientistas ainda acreditavam que ele fosse uma molécula estável. Trabalhos de Lindahl, porém, mostraram que o DNA era tão frágil que tornaria impossível a existência da vida sem um meio de proteção. O próprio sueco passou a investigar o problema e descobriu um mecanismo chamado de “reparação por excisão de base”, que fica em alerta para erros na cópia das bases nitrogenadas que compõem a molécula.

 

Esse processo, porém, não dava conta de explicar toda a estratégia da molécula para se manter estável. Sancar, então, passou a estudar danos que os raios ultravioleta causam aos cromossomos. Ele descobriu o “reparo por excisão de nucleotídeo”, que detecta danos extraídos em pedaços maiores da molécula. Nucleotídeos incluem segmentos do “eixo” no qual as “letras” são afixadas. Pessoas que nascem com defeitos congênitos nesse sistema de reparo são extremamente susceptíveis a câncer de pele.

Modrich, por sua vez, descobriu um sistema batizado de “reparo de pareamentos errados” (mismatch repair), que detecta erros de cópia quando o DNA é replicado para a divisão celular. Problemas nesse mecanismo também estão ligados a alguns tipos de câncer.

Os mecanismos descobertos pelos pesquisadores estão todos ligados a enzimas que promovem reações bioquímicas, produzidas pelo organismos. Elas são capazes de detectar erros no DNA, remover partes da molécula, e recolocar as peças faltantes.

 

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