Novo estudo sugere que a vida tenha surgido na Terra há 4,1 bilhões de anos

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Pesquisadores encontraram evidências de um microorganismo ancião, que viveu, no que hoje é a Austrália, há cerca de 4,1 bilhões de anos. Se confirmada, essa descoberta sugere que a vida na Terra tenha surgido 300 milhões de anos mais cedo do que se pensava.

Isso significa que a vida surgiu pouco tempo depois da formação de nosso planeta. Isto pode mudar nossos entendimentos sobre o que é vida.

 

“A vida na Terra pode ter surgido quase que instantaneamente”, afirma o líder da pesquisa, Mark Harrison, que é geoquímico da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (USA). “Com os ingredientes certos, a vida pode ter surgido bem rapidamente”.

Esse novo estudo também sugere que a vida existe na Terra antes do período de bombardeamento do sistema solar, período em que imensos asteroides formaram as grandes crateras lunares, há 3,9 bilhões de anos.

Anteriormente se pensava que a vida na Terra não tinha aparecido antes desse evento, pois afirmavam que o planeta antes era seco e incapaz de sustentar a vida.

Mas, um aglomerado de pesquisas, incluindo essa última descoberta, sugere que não é bem assim. “A Terra do passado não era tão seca como pensavam, não há evidência nenhuma para se afirmar isso”, disse Harrison. “O planeta provavelmente era muito mais parecido com o de hoje. Vinte anos atrás mal acreditavam que a vida tinha surgido a 3,8 bilhões de anos.”, completa o pesquisador.

Se a vida realmente existe há 4,1 bilhões de anos, como sugere essa nova descoberta, pode significar que a vida pode ser mais abundante no Universo do que nós previamente assumíamos, disse Harrison.

O microorganismo foi encontrado dentro de um zircon, que é uma formação rochosa oriunda do magma. Zircons são pesados, com minerais duradouros que conseguem capturar e preservar traços imediatos do ambiente, assim como uma capsula do tempo.

Harrison e sua equipe analisaram mais de 10 mil dessas rochas, datadas de 4,1 bilhões de anos, e encontraram manchas escuras misteriosas. Após uma inspeção mais minuciosa, eles descobriram que essas manchas tinham estruturas moleculares e químicas de microorganismos antigos.

Mas para confirmar que eles acharam vida, eles necessitam encontrar indícios de carbono, que é fundamental para a vida. Eles encontraram que um desses zircons contém grafite, que é puro carbono, em duas localidades.

A equipe sugere que esse grafite é mais antigo do que o zircon, mas não conseguem estimar o quanto.

O resultado da pesquisa foi publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences.

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