Modelo computacional prevê surtos de gripe com precisão de até 93%

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Agora podemos prever cepas mortais no “epicentro global” de atividade da gripe.

Usando técnicas semelhantes às utilizadas na previsão do tempo, uma equipe internacional de pesquisadores desenvolveu o primeiro modelo de computador que pode prever com precisão o tempo e a intensidade de surtos de gripe em regiões subtropicais.

Os pesquisadores, da Universidade de Columbia em os EUA e da Universidade de Hong Kong, testaram seu sistema de modelagem em dados históricos coletados por gripe clínicas e laboratórios em Hong Kong entre 1988 e 2013. O plano era para ver o quão bem ele teria se saído na previsão previsões de gripe semanais durante todo o período.

Não decepcionou. Sistema dos pesquisadores previu, com sucesso, 44 epidemias na região causada por cepas de gripe individuais – inclusive a gripe A (H3N2), gripe B – e ambos os surtos sazonais e pandêmicas (2009) de influenza A (H1N1). A modelagem retrospectivamente previu o momento de pico de surtos de três semanas de antecedência, com uma precisão tão alta quanto 93 por cento.

Ao contrário de ambientes mais temperados, como os EUA, climas subtropicais representar um maior desafio para os pesquisadores e autoridades sanitárias. Em climas temperados a gripe é amplamente contida no inverno, mas em regiões subtropicais os surtos de gripe podem ocorrer durante todo o ano e podem ocorrer mais de uma vez. O desenvolvimento de modelagem por computador, que pode assim prever com precisão quando a doença vai bater, literalmente, poderia provar ser um salva-vidas para os sistemas de saúde em regiões subtropicais.

A pesquisa foi publicada na PLoS Computational Biology.

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